BAIXAR ASSIM FALOU ZARATUSTRA PDF

Friedrich Nietzsche Os titulos das obras de Nietzsche sao peculiares em relacao aos dos textos filosoficos em geral: na maioria deles nao encontramos termos como critica, ensaio ou tratado, mas expressoes ou substantivos evocativos, por vezes de natureza poetica. Mesmo entre esses titulos, Assim falou Zaratustra tem sua peculiaridade propria. Primeiro, quem e esse personagem? Ele se baseia numa personalidade historica, da qual, porem, sabe-se muito pouco. A ele se atribui uma concepcao do universo em que o mal ou a escuridao se acha em perene conflito com o bem ou a luz, doutrina que depois seria registrada no Zend-Avesta. Numa passagem de Ecce homo, Nietzsche justifica da seguinte maneira a escolha desse personagem: Zaratustra foi o primeiro a ver na luta entre o bem e o mal a roda motriz na engrenagem das coisas a transposicao da moral para o plano metafisico, como forca, causa, fim em si, e obra sua.

Author:Vonris Kazragrel
Country:Lithuania
Language:English (Spanish)
Genre:Literature
Published (Last):27 February 2018
Pages:389
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ISBN:249-7-88178-358-2
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Que seria da tua felicidade se te faltassem aqueles a quem iluminas? Eu devo descer, como tu, segundo dizem os homens a quem me quero dirigir. Assim principiou o caso de Zaratustra. Chamava-se Zaratustra, mas mudou. Nesse tempo levava as suas cinzas para a montanha.

Parece que se dirige para aqui como um bailarino! Que vais fazer agora entre os que dormem? Como no mar vivias, no isolamento, e o mar te levava. Queres saltar em terra? Queres tornar a arrastar tu mesmo o teu corpo?

As nossas passadas soam solitariamente demais nas ruas. Fica no bosque! Assim louvo a Deus. Mas, deixa ver: que presente nos trazes? E assim se separaram um do outro, o velho e o homem, rindo como riem duas criaturas. Que fizestes para o superar? Acaso vos disse eu que vos torneis planta ou fantasma? Eu anuncio-vos o Super-homem! Diga a vossa vontade: seja o Super-homem, o sentido da terra. Julgava deste modo libertar-se dele e da terra. Como estou farto do meu bem e do meu mal.

E toda a gente se riu de Zaratustra. Amo o que vive para conhecer, e que quer conhecer, para que um dia viva o Super-homem, porque assim quer o seu acabamento. Amo o que trabalha e inventa, a fim de exigir uma morada ao Super-homem e preparar para ele a terra, os animais e as plantas, porque assim quer o seu acabamento.

Amo o que solta palavras de ouro perante as suas obras e cumpre sempre com usura o que promete, porque quer perecer. Amo o que justifica os vindouros e redime os passados, porque quer que o combatam os presentes. V Pronunciadas estas palavras, Zaratustra tornou a olhar o povo, e calou-se. Terei que principiar por lhes destruir os ouvidos para que aprendam a ouvir com os olhos? De qualquer coisa se sentem orgulhosos. Falar-lhes-ei, portanto, ao orgulho. Abandonaram as comarcas onde a vida era rigorosa, porque uma pessoa necessita calor.

Enfraquecer e desconfiar parece-lhes pecaminoso; anda-se com cautela. E muitos venenos no fim para morrer agradavelmente. E todo o povo era alegria. Ei-los olhando-me e rindo-se, e enquanto se riem, continuam a odiar-me. Olha que te piso os calcanhares! Que fazes aqui entre estas torres? Passado um momento o ferido recuperou os sentidos e viu Zaratustra ajoelhado junto de si. Agora arrasta-me para o inferno. Queres impedi-lo? O homem olhou receoso. E o homem desapareceu, e Zaratustra seguiu o seu caminho pelas escuras ruas.

Zaratustra tornou-se coveiro! Bom proveito! Por esse motivo parou diante de uma casa isolada onde brilhava uma luz. A minha fome tem estranhos caprichos. No mesmo instante adormeceu cansado de corpo, mas com a alma tranquila. Para apartar muitos do rebanho, foi para isso que vim.

O povo e o rebanho irritam-se comigo. Vede os bons e os justos! Companheiros que saibam afiar as suas foices, eis o que procura o criador. Colaboradores que ceifem e descansem com ele, eis o que busca Zaratustra.

E tu, primeiro companheiro meu, descansa em paz! Entre duas auroras me iluminou uma nova verdade. Caminho para o meu fim; sigo o meu caminho; saltarei por cima dos negligentes e dos retardados. Queriam descobrir se Zaratustra ainda vivia.

Ainda viverei, deveras? Encontrei mais perigos entre os homens do que entre os animais; perigosas sendas segue Zaratustra. Guiem-me os meus animais. Primeira Parte I. E ajoelha-se como camelo e quer que o carreguem bem. Deixar brilhar a nossa loucura para zombarmos da nossa sensatez? Escalar altos montes para tentar o que nos tenta? Assim falava Zaratustra. Levanto falsos testemunhos? Tudo isto se combina mal com um bom sono. E se se tivessem as virtudes, seria preciso saber fazer coisa: adormecer a tempo todas as virtudes.

E por tua causa, infeliz! Assim o exige o bom sono! Acaso tem uma pessoa culpa do poder gostar de andar com pernas coxas? Assim passam o dia os virtuosos. Quando chega a noite, livro-me bem de chamar o sono. Somente penso no que fiz e pensei durante o dia. Ruminando, interrogo-me pacientemente como uma vaca. Agora compreendo o que se procurava primeiro que tudo em nossos dias, quando se procurava mestres de virtude.

O que se procurava era um bom sono, e para isso virtudes coroadas de dormideiras. Bem e mal, alegria e desgosto, eu e tu, vapor colorido me parecia tudo ante os olhos criadores.

O criador queria desviar de si mesmo o olhar… e criou o mundo. Alegria inebriante e esquecimento de si mesmo me pareceu um dia o mundo. E vede! O fantasma ausentou-se! Agora que estou curado, seria para mim um sofrimento e um tormento crer em semelhantes fantasmas. Foi o corpo que desesperou da terra: ouviu falar as entranhas do ser.

O Eu aprende a falar mais realmente de cada vez, e quanto mais aprende, mais palavras acha para honrar o corpo e terra. E julgaram-se arrebatados para longe do seu corpo e desta terra, os ingratos! Ao seu corpo e a esta terra. Curem-se, dominem-se, criem um corpo superior! Houve sempre muitos enfermos entre os que sonham e suspiram por Deus; odeiam furiosamente o que procura o conhecimento e a mais nova das virtudes, que se chama lealdade.

Ele esquadrinha com os olhos dos sentidos e escuta com os olhos do espirito. Quero dizer uma coisa aos que desprezam o corpo: desprezam aquilo a que devem a sua estima.

Quem criou a estima e o menosprezo e o valor e a vontade? Por isso vos revoltais contra a vida e a terra. Tens agora o seu nome em comum com o povo, e tornaste-te povo e rebanho com a tua virtude!

Nunca viste uma virtude caluniar-se e aniquilar-se a si mesma? O homem precisa ser superado. Assim falou Zaratustra. Assim falam os olhos dele. O seu momento maior foi aquele em que a si mesmo se julgou.

Vede este pobre corpo!

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